Informações Clínicas para o Público

Cancro da Próstata

O cancro da próstata representa a 2ª causa de morte por cancro no homem, sendo o tumor maligno visceral mais frequente nos países ocidentais. Mais comum após os 50 anos, 16% dos homens tem, ao longo da vida, hipótese de desenvolver cancro da próstata e cerca de 3% morrerão desta doença.
De causa desconhecida, sabe-se que factores ambientais, como uma alimentação rica em gorduras e proteínas, uma vida sedentária e o stress, podem desempenhar um papel importante. Hoje, ainda não é possível fazer a prevenção desta doença, estando em desenvolvimento inúmeros estudos, com o objectivo de identificar substâncias que possam impedir o seu aparecimento.
A enorme frequência e mortalidade, obrigam a um esforço no sentido do diagnóstico precoce, altura em que a doença está localizada ao órgão, e ainda é curável.
A partir dos 50 anos, todos os homens devem fazer uma vigilância anual da próstata. No caso de raça negra, ou com familiares que tenham sofrido desta doença, a vigilância deve iniciar-se aos 45 anos de idade.
O despiste do cancro da próstata faz-se através duma análise de sangue, o PSA (Antigénio Específico da Próstata), e da observação da próstata pelo médico, através do toque rectal. Em caso de suspeita, só a biópsia prostática poderá confirmar o diagnóstico.
Só quando o tumor está localizado ao órgão, se poderá curar a doença. Nesta fase raramente existem sintomas, pelo que o despiste é fundamental. Os sintomas estão habitualmente associados a doença avançada.
Se descoberto na sua fase inicial, existem três formas de tratamento curativo. A mais usada é a cirurgia, a prostatectomia radical, em que se retira toda a próstata e as vesículas seminais. Também se pode utilizar a radioterapia externa ou a braquiterapia. Com esta introduzem-se, sob anestesia, sementes radioactivas no interior da próstata. Na fase em que o tumor está localizado atinge-se a cura em mais de 80% dos doentes.
Quando a doença está avançada ou já disseminou, só existem tratamentos paliativos, como a hormonoterapia, habitualmente sob a forma de injecções trimestrais ou comprimidos.

Tomé Lopes